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2 de abril de 2011

Estudante de Arquitetura realiza estudo para projeção de creche na Catingueira


Pensar uma solução arquitetônica criativa, funcional e econômica, que atenda as necessidades educacionais das crianças da comunidade da Catingueira, em Campina Grande. Assim foi o projeto apresentado nesta segunda-feira, 01, pela concluinte do curso de Arquitetura e Urbanismo da Facisa, Larissa Pereira Brito, sob orientação do professor Marco Suassuna.
Após visita ao bairro Acácio Figueiredo, na Catingueira, e feito um estudo de caracterização da área, a futura arquiteta percebeu a precariedade do espaço educacional para os cerca de 60 estudantes daquela comunidade.
“No local são disponibilizados apenas dois espaços para a educação das crianças do bairro, daí surgiu a ideia de fazer um projeto de uma creche pré-escola que atendesse as necessidades daqueles alunos. Priorizei um tema e um trabalho possível de se tornar realidade, beneficiando a comunidade, como propõe a arquitetura. O projeto busca proporcionar bem estar para os estudantes e oferecer um melhor sistema de educação”, disse.
Durante a apresentação do trabalho, a estudante afirmou que a Zona Sul de Campina Grande, onde a comunidade está inserida, é uma área que vem tendo um crescimento acelerado, no entanto, de forma desordenada.
“A maior parte das pessoas da comunidade é formada por mulheres de baixa renda, com média salarial de R$ 314,00, e que precisa trabalhar, daí a preocupação com a educação das crianças daquele local. Pensar num ambiente onde elas possam ter acesso a educação de forma integral, mas de forma apropriada”, afirmou.
O projeto da creche é formado por salas de aulas, berçário, sala multiuso, sala para atividades, dois espaços de recreação (um aberto e outro coberto), horta, praça de acesso, ambientes bem ventilados e com boa iluminação, além de praça de convivência.
“A ideia foi oferecer um espaço agradável para as crianças, orientada pela preocupação com a formação do indivíduo de forma completa, respeitando o programa de necessidades, setorizando as unidades, pensando em um espaço criativo, lúdico, mas sem infantilizar o local, algo que fosse viável para a comunidade, daí a preocupação com a escolha dos materiais e de toda a estrutura do local”, frisou.


Fonte: cesed.br

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